sexta-feira, 11 de junho de 2021
Dvar Torá: Um manifesto contra o antissemitismo judaico (CIP)
terça-feira, 8 de junho de 2021
Podcast 5.8 - Episódio 20: Educação Judaica: Estudos Acadêmicos Judaicos
(Originalmente publicado em http://5ponto8.fireside.fm/20)
Wissenschaft des Judentums é o termo em alemão para o estudo científico do judaísmo, uma abordagem de investigação na qual o rigor acadêmico, não os dogmas religiosos, pauta o estudo de textos, história, tradições e contradições do judaísmo e da comunidade judaica.
Em uma tradição que valoriza tanto o estudo, não demorou para que a comunidade judaica abraçasse esta abordagem acadêmica, orgulhosa de que suas tradições e história fossem o foco desta linha de estudos. E não tardou também para que os conflitos aparecessem, para que os desprendimento demandado da abordagem científica se chocasse com interesses políticos comunitários.
Qual o estado atual dos estudos judaicos acadêmicos no Brasil e como vai a parceria entre os principais centros de estudo do assunto no país e as instituições comunitárias? Este é o tema deste episódio.
Nossas convidadas são Suzana Chwarts, Diretora do Centro de Estudos Judaicos da USP, e Mônica Grin, Diretora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes da UFRJ.
Dicas Culturais:
- Maria Luiza Tucci Carneiro, Dez mitos sobre os judeus - https://www.amazon.com.br/Dez-Mitos-Sobre-os-Judeus/dp/8574808431
- Victor Klemperer, Lti A Linguagem Do Terceiro Reich - https://www.amazon.com.br/LTI-linguagem-do-Terceiro-Reich-ebook/dp/B08JWNR566
- W. G. Sebald, Austerlitz - - https://www.amazon.com.br/Austerlitz-W-G-Sebald/dp/8535912010
- Jean Amery, Além do Crime e Castigo: Tentativas De Superação - https://www.amazon.com.br/Além-Crime-Castigo-Tentativas-Superação/dp/8578660803
- Walter Benjamin, Escritos sobre mito e linguagem - https://www.amazon.com.br/Escritos-sobre-linguagem-Walter-Benjamin/dp/8573264748
- Theodor Adorno e Max Horkheimer, Dialética do Esclarecimento - https://www.amazon.com.br/Dialética-do-esclarecimento-Theodor-Adorno-ebook/dp/B00IXRBHQS
- Carlos Augusto Vailatti, Habacuque: Introdução, Tradução e Comentário - https://www.editorareflexao.com.br/teologia/habacuque-introducao-traducao-e-comentario
- Nota de Rodapé (הערת שוליים) - https://www.primevideo.com/detail/0QVN7RK0G4L915UA036B2JHP8K/ref=atv_sr_fle_c_Tn74RA__1_1_1
Com Rogério Cukierman e Laura Trachtenberg Hauser.
Créditos da Música de Abertura: Lechá Dodi, da liturgia tradicional de Shabat | Melodia: Craig Taubman | Clarinete: Alexandre F. Travassos | Piano: Tânia F. Travassos.
Edição: Misa Obara
terça-feira, 25 de maio de 2021
Podcast 5.8 - Episódio 19: Educação Judaica: Movimentos Juvenis
(originalmente publicado em http://5ponto8.fireside.fm/19)
A luta mais difícil de todas é a que temos dentro de nós. Não vamos nos acostumar e adaptar a essas condições. Aquele que se adapta deixa de discriminar entre o bem e o mal. Ele se torna um escravo de corpo e alma. Aconteça o que acontecer com você, lembre-se sempre: não se adapte! Revolte-se contra a realidade!
Essas frases foram ditas por Mordechai Anilewicz, um dos líderes do levante do Gueto de Varsóvia e uma das liderancas do movimento juvenil sionista socialista judaico Hashomer Hatzair.
Sua personalidade é emblemática como exemplo da importância dos movimentos juvenis para a cultura e existência judaica tal como ela é hoje.
E sua frase demonstra a relevância desses movimentos para uma educação judaica que tenha como premissa a ação por um mundo mais justo. Uma educação que não baixe sua cabeça frente a injustiças e que seja transformadora.
Hoje vamos discutir a importância dos movimentos juvenis judaicos atuais para a construção do judaísmo do futuro com nossos convidados, Camila Crespin, ex-mazkirá do Conselho Juvenil Judaico-Sionista e André Wajnberg, guia de turismo cultural em Israel e ex-sheliach na CIP.
Dicas Culturais:
- Música "On lâche rien" - https://open.spotify.com/track/61ZSaEqlhd8LtMZcWkFekJ?si=1947a838d1c3439d
- Ayelet Gundar-Goshen, Uma noite, Markovitch - https://www.amazon.com.br/Uma-noite-Markovitch-Ayelet-Gundar-Goshen-ebook/dp/B079TC561J/
- Ailton Krenak, A Vida Não é Útil, - https://www3.livrariacultura.com.br/a-vida-nao-e-util-2013711704/p
- Richard Bach, Fernão Capelo Gaivota- https://www.livrariadavila.com.br/fernao-capelo-gaivota-420486/p
- Episódio do Levante do Gueto de Varsóvia de Os judeus estão chegando na página do Conexão Israel do facebook - https://fb.watch/5I45yv4Kjh/
- Diálogo entre Shaul e David no Tanach - https://www.sefaria.org/I_Samuel.17.31-37?lang=bi
- Yossi Beilin, Achad haAm Pinat Herzl: Bikur Chozer beEretz Israel - https://www.kibutz-poalim.co.il/page_53358
- TLV1 Podcast, The new left: Zionist youth movements in 1960s America - https://tlv1.fm/politics-commentary/2016/03/21/the-new-left/
- "E eu Com Isso?", Episodio 11: Movimentos juvenis judaicos - https://anchor.fm/instituto-brasil-israel/episodes/11-Movimentos-juvenis-judaicos-e3oujc
Com Rogério Cukierman e Laura Trachtenberg Hauser.
Créditos da Música de Abertura: Lechá Dodi, da liturgia tradicional de Shabat | Melodia: Craig Taubman | Clarinete: Alexandre F. Travassos | Piano: Tânia F. Travassos.
Edição: Misa Obara
sexta-feira, 21 de maio de 2021
Dvar Torá: Buscando e Sendo a Face de Deus (CIP)
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Shavuot - Fascículo da UJR
(originalmente publicado em https://ujr-amlat.org/wp-content/uploads/2023/12/Shavuot_2021_port.pdf)
Em suas fontes bíblicas, a festa de Shavuot é caracterizada pelo momento do ano em que acontece (50 dias após Pessach, quando estava acontecendo a ceifa do trigo) e pelas ofertas que eram oferecidas a Deus, fossem elas os sacrifícios animais, os pães ou as primeiras frutas. Exceto pelo momento da festa, as demais dimensões bíblicas referiam-se todas a práticas agrícolas na Terra de Israel. Seguindo-se à Dispersão judaica, com várias comunidades fora de Israel, estes aspectos da festa perderam a relevância para boa parte do mundo judaico.
Ainda que não exista qualquer passagem que liguem a festa de Shavuot à entrega da Torá, temos elementos que justificam esta associação. Como em um trabalho de detetive, há duas grandes evidências apontando para a entrega da Torá em Shavuot. Em primeiro lugar, há a questão do tempo: Shavuot é descrita como sendo comemorada 50 dias após Pessach e, mesmo que não esteja explícito que estes 50 dias se refiram ao Pessach Mitsrayim, a efetiva saída dos hebreus da terra de Mitsrayim, a associação temporal entre os eventos que deram origem às duas festas parece bastante razoável. De acordo com este raciocínio, sete semanas após a libertação da servidão, algo muito significativo teria acontecido aos hebreus, justificando uma data central do calendário hebraico. A segunda evidência é que em Shavuot, mais do que nas outras quatro festas descritas na Torá[1], o povo hebreu foi instruído a oferecer o que tinha de melhor em sua procissão a Jerusalém. O que poderíamos ter recebido em Shavuot que justificasse tamanha generosidade, mesmo séculos depois?
Na imaginação rabínica, a resposta era óbvia: tinha sido em Shavuot que o povo tinha recebido a Torá! No meio do deserto, em meio à amplidão quase sem limites que aquele ambiente oferecia, Deus tinha Se revelado mais uma vez ao povo hebreu com trovões, raios, e um pacto que nos definiria dali pra frente, representado pela Torá que recebíamos ali.
A palavra “Torá” é suficientemente vaga para que a tradição rabínica pudesse divagar sobre o que, de fato, foi revelado no Monte Sinai. Em sua visão minimalista, Shavuot comemora a entrega das Tábuas da Lei com as “Dez Afirmações”[2]; em sua versão máxima, Deus teria revelado a Moshé toda a tradição judaica, incluindo os 24 livros do Tanach, a Torá Oral e até mesmo uma inovação dita por um aluno experiente a seu professor hoje em dia![3]
O mais revolucionário no conceito rabínico sobre a entrega da Torá, no entanto, é a forma plural como este momento fundamental da identidade judaica foi entendido e descrito nos midrashim. De acordo com inúmeras passagens da literatura rabínica, as pessoas tiveram experiências múltiplas no Monte Sinai e saíram daquele evento fundador com compreensões distintas do que havia sido revelado. Lechá Dodi, por exemplo, uma das músicas mais tradicionais do Cabalat Shabat, afirma em sua primeira estrofe: שמור וזכור בדיבור אחד, “Shamor veZachor b’Dibur echad”, “‘Guarde’ e ‘Lembre’ em uma mesma Afirmação”, em referência às duas versões da instrução para guardarmos o Shabat, conforme relatadas em Ex. 20:8 e em Deut. 5:12. De fato, o texto bíblico apresenta algumas divergências entre as duas versões das Dez Afirmações -- que foram entendidas como evidências de que a Torá havia sido Revelada em múltiplas vozes e que cada alma presente àquele momento havia capturado combinações distintas destas vozes que se revelavam.
A diversidade que percebemos hoje na tradição judaica não é, portanto, acidente de percurso, mas resultado premeditado da forma como Deus estabeleceu Seu pacto conosco, dando espaço para que cada um se relacione com seu Judaísmo de acordo com sua capacidade, aptidão, personalidade e interesses. Daí vem nossa força! Longe de ser uma solução única, o Judaísmo, desde a Revelação no Monte Sinai, se assemelha a uma orquestra, em que cada instrumento contribui de forma distinta para a grandeza do resultado final. Imaginem que monótono seria uma orquestra de apenas um instrumento tocando todos a mesma versão da música!
Vivemos hoje um momento especial da história judaica, no qual a diversidade de perspectivas tem sido revalorizada, em que segmentos cujas vozes foram tradicionalmente abafadas conquistaram seu lugar à mesa, e no qual há novo ânimo para resgatar a criatividade que caracterizou nossa relação com a tradição por tantos séculos.
Perguntaram ao Kotzker Rebe porque Shavuot era chamada a festa da “entrega da Torá” e não a festa do ”recebimento da Torá”. Sua resposta foi de que a Torá havia sido entregue em um tempo e lugar, mas era recebida a todo momento em todos os lugares.[4] De receitas de torta de queijo a novas leituras dos textos clássicos, o povo judeu só tem a ganhar quando mais alunos sábios trazem suas inovações a seus professores e, assim, revivemos o momento da Revelação no Monte Sinai, o momento que Shavuot festeja!
Chag Matan Torá Sameach! Feliz Festa da Entrega da Torá!
[1] Pessach, Sucot, Iom Kipur e Iom Truá, que passou a ser chamada de Rosh haShaná.
[2] Apesar de serem comumente chamadas em português de “Os Dez Mandamentos”, a expressão rabínica em hebraico, עשרת הדיברות, “asséret hadibrót”, é melhor traduzida como “As Dez Afirmações”. A expressão bíblica, que aparece em Ex. 34:28, Deut. 4:12, Deut. 10:4, é עשרת הדברים, “asséret hadvarim”, deve ser traduzida como “As Dez Coisas” ou como “As Dez Palavras”. De fato, de acordo com a numeração judaica, a primeira das dez afirmações não contém nenhuma instrução, tratando da apresentação da autoridade Divina.
[3] Vaicrá Rabá 22:1
[4] Buber, M. (1991). Tales of the Hasidim: Book 2: The Later Masters. New York: Schocken Books. p. 278
quinta-feira, 13 de maio de 2021
Emoções intensas e conflitantes
Al hadvash ve’al haokets, ‘al hamar vehamatoc; “sobre o mel e o ferrão, sobre o amargo e o doce” -- assim começa uma famosa música israelense, composta por Naomi Shemer na década de 1980. Assim como o poema de Iehudá Amichai escreveu sobre sua discordância com Kohelet [1], essas palavras refletem a realidade das nossas vidas: as alegrias e as dores normalmente vêm juntas e temos que equilibrar os sentimentos para nos mantermos sãos.
Este é um final de semana festivo na CIP. No Cabalat Shabat, teremos a alegria de dar as boas vindas à rabina Tati Schagas [2], que chega para somar e para transformar nossa comunidade. No sábado à noite, a 14ª edição do Ticún da Virada [3], a comemoração da CIP para Shavuot, tratará do tema “Eu e Nós” noite adentro, com a participação de mais de 50 intelectuais, ativistas, educadores, rabinos, chazanim, coreógrafos e artistas. Será um festival de Cultura Judaica, revivendo a experiência que nosso povo teve ao receber a Torá no Monte Sinai. Ao longo dos dias seguintes, serviços religiosos especiais de Shavuot. Tanto a chegada da rabina Tati como as comemorações de Shavuot são motivos excelentes para nos alegrarmos!
No entanto, como podemos estar completamente felizes quando Israel enfrenta um novo conflito armado, quando mísseis caem em Tel Aviv, Jerusalém e Ashquelon? Como nossa felicidade pode ser perfeita quando em nosso país, milhares de vidas ainda são perdidas para a pandemia? Com certeza, nossa alegria é temperada pela dor e pela tristeza.
A parashá desta semana, baMidbar, inicia o livro de mesmo nome. Em hebraico, baMidbar, significa “no deserto.” Foi no deserto que nos constituímos como povo, que recebemos a Torá, que nossos antepassados reclamaram incessantemente pela falta de comida e água e por nunca chegarem à Terra Prometida. Foi lá que Moshé encontrou Deus face-a-face e que o povo hebreu começou a desenvolver um relacionamento cotidiano com o “viver na presença de Deus”. Foi no deserto que uma nova geração, sem a lembrança da escravidão, nasceu e no mesmo deserto que a geração que havia sido libertada morreu sem chegar à Terra Prometida. O deserto, um lugar de amplidão e das possibilidades quase infinitas é um dos muitos lugares em que os opostos coexistem, as noites muito frias e os dias muito quentes, da calma absoluta a da tempestade insuportável, de perguntas sem fim que podem nos levar a um princípio de resposta… E foi nesse lugar de extremos e de contrastes que recebemos a Torá e que demos início à longa jornada chamada judaísmo.
A beleza da tradição judaica é que ela tem sido capaz de se transformar e continuar enchendo nossas vidas de significado no doce do mel e no amargor do ferrão, quando damos as boas vindas com esperança e quando nos despedimos com o coração pesado, em tempos de paz e durante as guerras. A grande maioria dos eventos do Ticún serão transmitidos ao vivo, mas alguns tiveram que ser pré-gravados por questões técnicas -- em um destes, a rabina Tati conversou com dois membros de kibutsim. Um deles era a rabina Lila Veissid que, comentando um verso da parashá da semana passada [4] que trata de comer os grãos armazenados para fazer espaço para a nova safra, estabeleceu uma analogia com o processo permanente de transformação dos kibutsim, no qual inovações convivem em harmonia com estruturas antigas. O mesmo, é óbvio, pode ser dito sobre o processo permanente de transformação do judaísmo como um todo, garantindo que nossa tradição continue relevante em todas as situações, não se mantendo congelada e presa a apenas um conjunto de circunstâncias. Como lembrou Iri Kassel, que também participou da conversa sobre kibutsim, em uma frase do Rav Kuk: “o velho deve se renovar e o novo deve se santificar”. Este é o processo que celebramos em Shavuot e ao qual a rabina Tati se soma.
Neste final de semana, nós comemoramos com alegria as transformações do judaísmo ao mesmo tempo em que buscamos na tradição judaica renovada ferramentas para lidar com as dores do momento.
Shabat Shalom
[3] https://cip.org.br/shavuot/
[4] Lev. 26:10
terça-feira, 11 de maio de 2021
Podcast 5.8 - Episódio 18: Educação Judaica: Escolas Judaicas
(Originalmente publicado em http://5ponto8.fireside.fm/18)
Há mais de cem anos, as escolas judaicas ocupam um lugar de destaque no cenário da educação judaica no Brasil. Longe do seu apogeu em número de alunos há décadas atrás, hoje as escolas judaicas se questionam sua razão de ser: seriam escolas como todas as outras com foco na comunidade judaica ou seriam escolas únicas, nas quais a cultura judaica tem papel central? Frente a famílias cada vez mais exigentes, com demandas conflitantes entre si, e fortes pressões orçamentárias, qual o papel das escolas judaicas no Judaísmo do Futuro? Este é o tema que exploraremos neste episódio.
Nossos convidados são o Jacques Grifel, presidente do Conselho Deliberativo do Colégio Renascença e Diretor do Vaad haChinuch da Fisesp, e a Lilian Starobinas, doutora e educação e ex-professora do Colégio Oswaldo Aranha.
Dicas Culturais:
- 14º Ticún da Virada da CIP: https://cip.org.br/shavuot/
- Filme "Mais que Especiais", de Olivier Nakache - https://www.imdb.com/title/tt8655470/
- Daniela Levy, De Recife para Manhattan - https://www.amazon.com.br/Recife-para-Manhattan-Judeus-formação/dp/8542212231
- Michel Laub, Diário da Queda - https://www3.livrariacultura.com.br/diario-da-queda-2012991486/p
- Janusz Korczak, Quando eu Voltar a Ser Criança - https://www.amazon.com.br/Quando-Eu-Voltar-Ser-Criança/dp/8532301304
- Seymour Fox, Israel Scheffler, Daniel Marom, Visions of Jewish Education - https://www.amazon.com.br/Visions-Jewish-Education-English-Seymour-ebook/dp/B007IA754O/
- Vanguarda Pedagógica: o legado do Ginásio Israelita Brasileiro Scholem-Aleichem - https://www.estantevirtual.com.br/livros/organizacao-grupo-memoria-scholem/vanguarda-pedagogica-o-legado-do-ginasio-israelita-brasileiro-scho-/2910950031
Com Rogério Cukierman e Laura Trachtenberg Hauser.
Créditos da Música de Abertura: Lechá Dodi, da liturgia tradicional de Shabat | Melodia: Craig Taubman | Clarinete: Alexandre F. Travassos | Piano: Tânia F. Travassos.
Edição: Misa Obara